terça-feira, 22 de abril de 2014

Review - Donkey Kong Country Returns

Olá leitores e leitoras,cá estou eu reaparecendo novamente,depois de um longo período sem postar nada no blog.

Dessa vez,avalio o Donkey Kong Country Returns,que retornou às origens da série Country.
Será que a Nintendo conseguiu nos entregar um jogo de alta qualidade?

Isso nós veremos agora.

Donkey Kong Country foi uma série "mágica",que transformou um franquia simples e mais descompromissada,em uma com excelente jogabilidade,unida a um level design fantástico,personagens carismáticos,gráficos estonteantes,com a adição de uma trilha sonora de cair o queixo,feita por David Wise.
Eu e muitos outros consideram os dois primeiros jogos,obrigatórios para qualquer um que goste de jogos de plataforma,e até mesmo para quem não é muito fã do gênero.O terceiro,apesar de não ter fechado a série com chave de ouro,além de não contar mais com David Wise (refizeram a trilha do terceiro na versão de GBA,com as novas composições dele),ainda sim vale a pena ser jogado,por ser um jogo muito bom.

A proposta da Nintendo com esse "Returns" era fazer um jogo baseado nessa trilogia clássica da Rare,ficando a cargo da Retro Studios,que ficou famosa ao fazer o mesmo com a série Metroid,com os jogos Metroid Prime,Metroid Prime 2 : Echoes,e Metroid Prime 3 : Corruption.

A jogabilidade de Donkey Kong Country Returns resgata elementos de outros jogos da série,e tenta ampliar este "arsenal" com algumas novidades,como a possibilidade de se pendurar em gramas,bater no chão,e assoprar.

Você joga com DK e Diddy,mais ou menos como no primeiro DKC.Os dois tem praticamente as mesmas características de sempre,contudo,o Diddy agora conta com um jetpack,que serve para planar nos pulos,o que pode facilitar o jogo,mas também pode fazer com que você fique desacostumado,quando não estiver com ele (confesso que isto aconteceu comigo).Infelizmente,não é possível alternar entre os dois personagens,o que é um certo retrocesso em relação aos DKCs clássicos,já que não há nada que possa substituir isso,então,o Diddy serve apenas como personagem de apoio.
A menos que você jogue no inédito modo co-op.Sim,só há como jogar com o Diddy dessa maneira.
Também é importante observar que o jogo perdeu a possibilidade de se pegar o outro personagem e jogar para algum lugar (elemento que foi implementado em Donkey Kong Country 2).

Continuando,agora o jogo conta com um sistema de vidas.Então,como funciona?
Cada personagem tem dois corações,sendo 4 no total.Se tu perder 2,o Diddy já era.Se perder 4,o DK também morre,e aí,pode jogar a fase toda novamente,a não ser que já tenha chegado no único checkpoint dela.
Está aí outro fator que contou ainda mais para o jogo ficar mais fácil ainda.

Fora isso,as fases contém várias bananas,balões,e colecionáveis,além de uma loja acessada pelo mapa do jogo,em que é possível comprar balões,poder de invencibilidade,e outras coias que fazem com que você fique longe de se deparar com um Game Over.
Mas não me entenda mal,isso não é um defeito,só estou dizendo o porque do jogo ter ficado mais fácil,até porque,para iniciantes ele é considerado um jogo difícil,principalmente nas últimas áreas (o engraçado é que eu sou péssimo em jogos de plataforma,e achei o jogo mamão com açúcar).

Outro fator que me incomodou neste Donkey Kong foi que em todas as fases há em excesso,baús para serem abertos ou velas,flores para serem assopradas,fazendo com que você fique parando e parando para pegar os colecionáveis,lembrando até mesmo um jogo focado na exploração como Super Metroid ou Castlevania Symphony of the Night.
Isso quebra o ritmo do jogo,apesar de não ser obrigatório.

Acha que o jogo retrocedeu muito?
Então ouça o que vou dizer:
Agora simplesmente não é mais possível nadar!
As fases áquaticas de DKC eram uma das melhores do tipo,não havia quase nenhuma que era comparável a elas.Pior é para quem pulou na água,pensando que ia ter como nadar,e acabou perdendo uma vida à toa.
Generalizando,Returns não é nada de mais pois tem mais retrocessos do que avanços na sua jogabilidade.Um jogo da 7ª geração de consoles pode fazer muito mais do que isso,mesmo vindo de um console mais fraco,no caso,o Wii.
Achei que o level design da maioria das fases ficou mediano,apesar de algumas terem me surpreendido,não só por lembrar os jogos antigos,mas também por serem realmente boas e terem algo de fresco/novo.
O ponto fraco é que elas são pouco variadas,não tem muita diferença de uma para a outra em geral,então perto do final,o jogo começa a ficar "manjado",sem ideias novas.

No meio de algumas poucas fases,temos um animal para nos auxiliar,sendo que o único (sim,o ÚNICO!) presente neste jogo é o Rambi.
As fases que contém este mesmo personagem auxiliar,são muito curtas,então você controlará ele por um curtíssimo período de tempo.

O jogo pode ser jogado com Wiimote sozinho,ou com o Wiimote + Nunchuck.O sensor de movimento foi usado para duas coisas : bater no chão e rolar para frente.
Por falar em rolar,se você estiver com o Diddy,ele rolará infinitamente (até você parar) sobre o Donkey Kong,como se ele fosse um barril.Isto de certa forma já estava presente no Donkey Kong Country 3,mas podemos dizer que é uma novidade,porque era um pouco diferente.
Portanto,o sensor de movimentos foi pouco utilizado neste jogo.

Para você se agarrar nas gramas,nos cipós,ou pegar um barril,é preciso apertar o botão só na hora que você estiver perto do objeto.Irei dar um exemplo:
Se passar correndo perto de um barril,o personagem não o pegará,é necessário apertar o botão de novo,perto dele,para pegar o barril.
É uma coisa mínima,mas que não deixa de ser um pequeno defeito.

Um dos piores bosses que já vi

Sinto dizer que as batalhas contra os chefes são simplesmente decepcionantes.
Além dos chefes não serem nada carismáticos (aliás todos os inimigos não tem carisma),as batalhas em si são fáceis e tem uma estratégia boba,sem criatividade nenhuma.A batalha contra a do segundo chefe,foi uma das piores que eu já vi em qualquer tipo de jogo.Sem graça,fácil ao extremo.
Chega a ser um absurdo compara-lo com os da trilogia DKC.
Por sorte,um ou outro chefe tem uma batalha desafiante e criativa.

Os visuais de Returns são bonitos,assim como quase qualquer jogo da Nintendo.
Mas tecnicamente falando,são medianos.
Você fica com a impressão de que poderia ser muito melhor graficamente.E poderia mesmo.Super Mario Galaxy é um jogo de 2007,e possui gráficos muito mais bonitos e bem detalhados do que Returns,e é um jogo com jogabilidade em 3D,que certamente é mais complexo de se fazer do que um jogo 3D com jogabilidade 2D.
Algumas fases tem um design artístico tão bom que fazem com que os aspectos técnicos sejam deixados de lado,e acabam impressionando o jogador,como o cenário na foto acima.Mas são só algumas.
É possível notar uma falta de capricho em algumas coisas,como no próprio DK.



Percebeu algum detalhe que ficou faltando em "Returns"?
Não?
Então,eu lhe digo:
Porque retiraram os pelos do DK (e do Diddy)?
Sabe,são coisas desse tipo que eu não consigo entender.
Não adianta dizer que retiraram os pelos porque esse DK é mais "cartoon",pois não precisava retira-los,era só fazer de outra maneira.


Em questão de trilha sonora,ele somente faz remixes das músicas mais conhecidas do DKC 1,e conta algumas poucas músicas,quem não são lá grandes coisas.
O áudio é até bom,mas os efeitos sonoros são baixos,são difíceis de serem escutados,mesmo se você deixar o som da música no 0,e dos efeitos no máximo (eu mesmo fiz isso para comprovar).
Enfim,é bom ouvir aquelas músicas fantásticas novamente,mas de certo modo isso é ruim pois não temos nenhuma música boa e nova.
Imagina se isso acontecesse com Donkey Kong Country 2...só digo que não teríamos Stickerbush Symphony,Mining Menancholy,Web Woods,Bayou Boogie...

Os extras de Returns chegam a ser risíveis.Até que a galeria de músicas e o diorama são legais,mas a galeria de imagens é ridícula de tão ruim.
As artes são toscas,com exceção de algumas poucas que são medianas para boas.
Mesmo assim,em geral,a parte extra do jogo é muito ruim.
Existe um mundo extra,que eu não cheguei a jogar,pois não sou um jogador hardcore,portanto,não posso falar nada a respeito.

Conclusão:
Donkey Kong Country Returns é somente uma homenagem à trilogia da Rare,que na verdade nem é tão boa assim (a homenagem),já que retirou vários recursos da franquia,e não colocou quase nada para substituir estas perdas.
Ele tinha tudo para ser um excelente jogo,mas por tudo que eu já disse aqui,se tornou apenas um jogo bom.
Não tem nenhum defeito irritante que fará com que você fique com raiva,frustrado,ou algo assim,mas também não é um jogo espetacular.E nem é um jogo totalmente novo.

Eu poderia inclui-lo na seção Overrated Games,mas vi que ele não é tão supervalorizado a ponto de entrar nesse quadro.

Bem,era isso que eu tinha para falar sobre DKC Returns.
Espero que tenham lido a postagem,postem suas opiniões aí nos comentários,um abraço,e até a próxima.


11 comentários:

  1. Apesar da postagem ter ficado bem escrita e com bastante detalhes sobre o jogo, eu discordo. Donkey Kong Country Returns, apesar de seus defeitos, é um excelente jogo. E ele é bem difícil sim. Aqueles fases de carrinho de mineração e do foguete são hardcores pra caramba. O mesmo digo para as fases do último mundo.

    Já vi muita gente injustiçando esse jogo, por só ter o Rambi como animal de apoio. Mas pra mim, está de boa forma. O único animal carismático, além do Rambi, era o Peixe-Espada, mas como nem tem fases aquáticas ai, todo mundo descarta a ideia. Eu sempre achei inútil ele nas fases aquáticas, já que eram bem fáceis por sinal.

    Sobre a pelagem do DK, eu até gosto que ele não tenha. O Universo do Donkey Kong, está mais interligado com o de Mario do que nunca. Seria MUITO estranho, ter que adaptar o realismo do DK na série Mario, sendo que todos os personagens lá são Cartoons.

    Agora, sobre o Diddy Kong, tenho que concordar. Foi muito triste não poder jogar com ele no Single-Player. Felizmente, joguei esse jogo com meu irmão mais novo.

    As músicas eu gostei bastante, apesar de preferir as do DKC2.

    Mas enfim, eu achei DKC Returns um jogo sensacional. Foi graças a ele, que uma série que andava morta desde o DK64, voltou. A Retro Studios reviveu a série de forma tão boa quanto Metroid, com Metroid Prime. DKC Tropical Freeze ainda não joguei, mas pretendo e espero me surpreender da mesma forma que no DKC Returns.

    Espero não ter te ofendido com esse comentário, mas eu realmente, discordo da sua analise. Mesmo assim, os detalhes ficaram ótimos e trouxeram aspectos únicos.




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    1. Sinta se a vontade para discordar.

      Achei que o jogo ficou fácil,simplesmente não tive dificuldade em nenhum momento,e lembrando,sou ruim em jogos de plataforma.

      Além do peixe-espada,tinha o papagaio,que era tão carismático quanto os outros.

      Os pelos do DK poderiam ser feitos de outra maneira Rafael.
      Pegue por exemplo os pelos das abelhas em Super Mario Galaxy,que é outro jogo com gráfico mais cartoon (melhor dizendo,parece mais com uma animação digital).

      Infelizmente eu não joguei o modo co-op,pois somente tenho um Wiimote.Mas sim,foi muito ruim não poder trocar de parceiro em DKC Returns.

      Não me ofendeu de maneira nenhuma Rafael,qualquer postagem está aberta para diversos pontos de vista.
      Agradeço pelos elogios e pelo bom comentário.

      Flw um abs

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    2. o papagaio ta no jogo quando voce vai na loja do cranky kong voce pode comprar ele para te ajudar a descobrir coisas secretas nas fases

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    3. Pois é,mas ele não é jogável.

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  2. ótimo post,ontem eu comprei o Donkey Kong Country 3D,e estou adorando o jogo,ele pe muito bom eu adorei,e tenho que concordar com tudo o que você escreveu no post

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    1. Obrigado,e,que bom que está gostando do jogo. :)

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  3. Galera:
    Se tiver algum detalhe errado,ou algum erro de ortografia,me avisa aí que eu conserto.

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  4. Ótimo post.

    Eu sinceramente, nem dei muita bola para esse jogo ai. Gostei, mas esperava mais. Não poder jogar com o Diddy Kong foi lamentável, e eu nem tive oportunidade de jogar esse jogo em Multiplayer. Vi que o novo jogo de Wii U, para jogar com Cranky Kong e a Dixie Kong, precisa ser novamente em Multiplayer. Repetiram o mesmo erro.

    Os gráficos, realmente, desapontam. Pra um jogo que saiu no mesmo ano do Super Mario Galaxy 2, deveriam ser bem mais bonitos. Essa fase do pôr do Sol, foi a única que realmente me impressionou em relação aos gráficos. De resto, achei bem fraco.

    O que eu realmente dou crédito a esse jogo, foi a tentativa de reerguer a série, que realmente deu certo, no final das contas. O jogo pode ser inferior aos seus antecessores, mas fez bonito em relação as vendas.

    Espero que abandonem esse novo "estilo" da série, e voltem aos das origens. Pode até trazer o mesmo sistema de fase, mas a jogabilidade, tem que mudar.

    Enfim, gostei bastante de sua analise GF, foi uma bela critica que, raramente, é feita em cima desse jogo.

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    1. Concordo completamente com você Shadow Mario.
      Realmente o Tropical Freeze cometeu o mesmo erro do Returns.

      Pô pior que é,SMG 2 saiu no mesmo ano desse jogo.
      Então dava pra ser até melhor do que o de SMG,porque como eu já disse,o jogo é muito mais simples.

      Também penso que foi uma boa ideia trazer a série de volta.
      Mas é mesmo,eles devem mudar ou aperfeiçoar a jogabilidade.

      Obrigado pelos elogios Shadow Mario.

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  5. Aproveitando o tema de "Donkey Kong Country" feito nesse post, queria destacar as belíssimas músicas que o David Wise compôs para a série. São tão belas ao ponto de encher os olhos do jogador. Um dia, quero destacar o trabalho dele, junto ao de Graeme Norgate (Que também foi um excelente compositor, visto seus trabalhos em Killer Instinct e TimeSplitters), em uma postagem.

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    1. Torço para que essa sua postagem fique excelente como as outras.

      O David Wise é o cara,ontem eu estava ouvindo as músicas de DKC2,e caraca,eu nem lembrava que elas eram tão boas assim.
      Aí:
      Porque a Nintendo não contrata ele de uma vez por todas?
      Ia ser da hora chamar ele pra compor a trilha de algum Mario,ou outro tipo de jogo.
      É burrice dela não fazer isso.

      Infelizmente não conheço muito os trabalhos de Graeme Norgate,mas sei que ele é um compositor muito competente,pelo que você já mostrou nas postagens de TimeSplitters e pelo que ouvi na trilha sonora de KI.

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